A propriedade adquirida em 1989 tem uma área total de 80 hectares, sendo 60 hectares de mata e os outros 20 hectares distribuídos entre plantio, pomar e pastagem. A criação de gado Jersey começou em 1992 como um hobby, o qual em 2004 deu origem à produção industrial de leite pasteurizado tipo A. Paralelamente a produção leiteira, iniciou-se em 2007 a produção de gelatos tipo italiano. Desde 2012 o laticínio não comercializa mais leite pasteurizado, todo seu leite é destinado à produção de gelatos.

O gado Jersey é um gado rústico e precoce, se adapta bem as mais variadas condições climáticas, tem sua primeira cria mais cedo que qualquer outra raça, além de sua boa capacidade de reprodução e parição. Na fazenda a procriação é feita por inseminação artificial, o touro só cobre os casos em que a inseminação falha.

Além de todas estas vantagens o gado Jersey é considerado amigo do meio ambiente, pois para produção de derivados de leite obtém-se reduções substanciais no uso da terra e da água, no consumo de combustíveis fósseis, na quantidade de dejetos e na liberação de gases de efeito estufa.

O sistema de ordenha mecanizado permite produção controlada e higiênica do leite cru. A cada ordenha é realizado o teste do caneco para identificação de mastite. Mensalmente são enviadas amostras do leite para análise na Clínica do Leite, na ESALQ de Piracicaba, garantindo assim a qualidade e pureza do leite.

O leite de gado Jersey produz 25% a mais de proteína e 15% a mais de cálcio, além de mais vitaminas e sais minerais quando comparado a outras raças.

Na fazenda se produz 85% da alimentação do gado nos 7 hectares de plantação, como capim e silagem de milho, além do complemento de aveia no inverno. Para o plantio o solo é analisado e a adubação é feita cuidadosamente com o que se necessita: adubação verde, húmus, composto orgânico e irrigação de chorume.